“Vaga”
1994. Eu estava no Correio do Povo há uns três, quatro meses, e quase todos os dias subia na rádio Guaíba para trocar figurinhas com o pessoal do esporte, o Haroldinho, o Vidarte, o Denis Olinto. Então numa sexta-feira, lá vou eu escalando as escadas, atravessando o corredor para chegar na sala no fundo do corredor, onde a galera ficava à época. E ao passar pela redação de jornalismo, a Eliane do Canto me chama. “Rapaz, preciso falar contigo”. Eu paro. “Sim?”. “Tu trabalha no jornal, né?”, pergunta a então chefe de jornalismo da rádio. “Sim”. “Bem, tu queres trabalhar aqui na rádio?”. Puxa, ela leu meus pensamentos. Eu queria mesmo uma vaga na rádio. Se não fosse no esporte, tudo bem, topava o jornalismo. “Claro que quero. Puxa, legal. Qual a vaga?”, questiono. “É para redator, do meio-dia às cinco da tarde”. Topo na hora. Só preciso fazer os exames médicos necessários e começo e seguida. Feliz da vida, volto pra redação do CP e encontro um colega que trabalhava também na rádio, igual...