“Calote”
Recém-formado e desempregado, o jeito era à época, idos de 1991, pegar os classificados dominicais e procurar ofertas de emprego. Na segunda-feira ir ao correio e enviar o currículo, quase nulo, já que a experiência praticamente era zero, para as empresas que colocavam seus anúncios, procurando jornalistas. Até que um dia apareceu uma resposta de uma revista que estava sendo lançada no sul do país. Vibrei e fui na entrevista, cuja vaga era para repórter da “Revista do Nativismo”. Eu, roqueiro e sem nenhum gosto pelo assunto, aceitei por desespero. Tinha de passar os dias visitando CTG’s, conversando e entrevistando patrões, prendas. Em suma, um saco. A revista tinha sede perto da UFRGS, na rua Avaí. Passou um mês e nada de salário, dois meses e nada de salário, três meses e nada, nada, nenhum centavo, mas os donos da revista dizendo que logo os anunciantes fariam os pagamentos e eu receberia meu dindim, acumulado. E dê-lhe passar os finais de semana escutando as pessoas dizendo que r...