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Mostrando postagens de abril, 2015

“Calote”

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Recém-formado e desempregado, o jeito era à época, idos de 1991, pegar os classificados dominicais e procurar ofertas de emprego. Na segunda-feira ir ao correio e enviar o currículo, quase nulo, já que a experiência praticamente era zero, para as empresas que colocavam seus anúncios, procurando jornalistas. Até que um dia apareceu uma resposta de uma revista que estava sendo lançada no sul do país. Vibrei e fui na entrevista, cuja vaga era para repórter da “Revista do Nativismo”. Eu, roqueiro e sem nenhum gosto pelo assunto, aceitei por desespero. Tinha de passar os dias visitando CTG’s, conversando e entrevistando patrões, prendas. Em suma, um saco. A revista tinha sede perto da UFRGS, na rua Avaí. Passou um mês e nada de salário, dois meses e nada de salário, três meses e nada, nada, nenhum centavo, mas os donos da revista dizendo que logo os anunciantes fariam os pagamentos e eu receberia meu dindim, acumulado. E dê-lhe passar os finais de semana escutando as pessoas dizendo que r...

“No Escurinho do Cinema”

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Ninguém tem paciência comigo, parafraseando o Chaves. Véspera de feriado de Tiradentes e decido ir ao cinema, lá no Espaço Itaú, no Bourbon Country. Chego e a fila para comprar os ingressos é enorme, uma piazada berrando e correndo. Torço para que não seja na sessão que pretendo ver, mas não, pois iria assistir a comédia-romântica “Um Fim de Semana em Paris”, e a criançada estava lá para ver “Cada Um Na Sua Casa”. Pego o meu ingresso e como ainda tem uns 30 minutos para começar o filme, vou dar uma volta na Livraria Cultura. Erro, pois acabo encontrando amigos e conhecidos e papo vai, papo vem, acabo me atrasando para entrar na sala 8. E quando o faço. o cinema está lotado. Como os lugares são marcados, vou na minha fila e ao chegar na minha poltrona, tem uma senhora sentada nela. A do lado está vazia. Bem, não vou brigar por um lugar. Aí peço com licença e ao passar pela senhorinha, acabo pisando no pé dela, já que o espaço para caminhar é mínimo. Levanto as mãos e peço desculpas, m...