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Mostrando postagens de 2016

"Psii, psi..."

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Estava no cinema assistindo o novo filme do Woody Allen, "Café Society" e numas fileiras próximas um casal já idoso, e dê-lhe conversar. O homem falava baixinho e a mulher achando estar na sala de casa. Até que de repente ele se indignou e soltou: "Pô, não precisa berrar. Fala baixinho que estamos no cinema. Ou fica quieta"... Aí me lembrei de uma vez que fui ao cinema com uma amiga minha. No mesmo local, o Espaço Itaú, que então se chamava Arteplex. E o filme, de suspense, rolando na tela. E a minha amiga, em voz alta: "Será que o fulano matou mesmo a mulher?". "Quem estará atrás da porta?". "Acho que a mulher não deveria entrar na sala", e por aí...ela ia narrando o filme e perguntando. E eu comecei a me irritar, soltando um "cala a boca, fica quieta, por favor". Bah, a guria deu um pulo na poltrona e se encolheu toda. Mas pelo menos ficou quieta. Até depois da sessão quando não quis mais falar comigo.

"Pacaembu"

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Era 1992 e eu morava em São Paulo. E numa bela manhã de sábado, sol forte, acordo e decido dar uma volta pela cidade. Ponho uma bermuda e uma camisa preta, de uma banda de metal, se não me falhe a memória Scorpions. E lá vou eu caminhando, caminhando. E de repente me deparo com o estádio Pacaembu à minha frente, aberto e vejo pessoas entrando nele. Vou atrás e quando passo pelos portões, enxergo um povo, as arquibancadas lotadas. E dou mais um passo, quando sou cercado por uns quatro seguranças, dois negros e dois brancos, de ternos pretos e com os rostos fechados. "O que você quer aqui?", me pergunta um deles, me segurando pelo braço. Tento me desvencilhar e outro me segura o pescoço. "Me larga", peço. Nada. "Quero conhecer o estádio", continuo. "Aqui não é o seu lugar. Por favor, se retire", me diz o cara. E eles já vão me puxando para fora do Pacaembu. "Por que não posso ficar?". "É um evento da Igreja Universal e você não é ...

"Cinema Cacique"

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Eta povinho ignorante. Estou indo ao supermercado Zaffari que abriu em frente ao Correio do Povo na Rua da Praia. E na entrada vejo dois caras conversando, e pego o papo já no meio. Um deles: "Como aqui era um cinema?". O outro: "Cara, aqui era o Cacique e o Scala". "Cacique? Scala? Nunca ouvi falar, não". "Como não? Quantos anos você tem?" "35". "Ah, mas então deveria conhecer sim", insiste o outro. "Bah, veio, não sei mesmo". "Cara, logo ali na porta tem umas fotos dos cinemas", aponta o cara para as fotos na entrada do súper. O pior que a besta quadrada insiste na burrice. "Tu está é inventando isso de cinema aqui..." Eu me seguro para não entrar no meio da conversa, desisto de ficar escutando o débil mental negar a existência de dois grandes cinemas de rua de Porto Alegre e vou às compras.