Venho pela Rua da Praia, me encaminhando para o Correio do Povo, quando ouço alguém me chamar. “Izidro, ô Izidro”. Paro e fico tentando imaginar quem será aquela pessoa. Ah, um antigo colega do Paula Soares, mas não recordo o nome. “Tu é o Izidro, né?”. “Sim, sim”. “E aí cara, o que tem feito da vida”, pergunta. “Trabalho no Correio”. “Puxa, cara, que pena, tu estudava tanto, era tri CDF, e virou carteiro, puxa, só lamento...”, lamenta, me dando um tapinha no ombro e seguindo caminho, como se eu fosse um pária.
Guaibadas é uma homenagem a Porto Alegre e o rio/lago que o circunda, cidade em que se passa a maioria das histórias que vou contar aqui. Histórias que aconteceram comigo, com amigos e amigas, com conhecidos e desconhecidos. Alguns causos são hilários, outros apenas divertidos, muitos são tristes, outros não tem nada de especial, mas mesmo assim devem ganhar a luz do dia. Enfim, um olhar sobre o porto-alegrense e suas loucuras.
domingo, 14 de abril de 2013
O carteiro
Venho pela Rua da Praia, me encaminhando para o Correio do Povo, quando ouço alguém me chamar. “Izidro, ô Izidro”. Paro e fico tentando imaginar quem será aquela pessoa. Ah, um antigo colega do Paula Soares, mas não recordo o nome. “Tu é o Izidro, né?”. “Sim, sim”. “E aí cara, o que tem feito da vida”, pergunta. “Trabalho no Correio”. “Puxa, cara, que pena, tu estudava tanto, era tri CDF, e virou carteiro, puxa, só lamento...”, lamenta, me dando um tapinha no ombro e seguindo caminho, como se eu fosse um pária.
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