Nunca me dei bem com fanáticos religiosos. Aliás, com qualquer tipo de fanático. Há alguns anos, na comemoração de um Ano Novo, dividindo o teto e os lençóis, ou seja, morando junto com uma namorada, apaixonadíssimo, comprei presentes para todos os familiares meus e dela. Bem, chego num tio de que gostava muito, um dos preferidos entre os nove irmãos de minha mãe, e entrego o presente dele. “Não quero”, diz ele. “Mas tio, pega, não me custou nada”, preocupado com o fato de repente ele estar achando eu ter gastado muito, já que naquele momento tinha outras prioridades. Ledo engano. “Pega tuas coisas e sai daqui”, fala meu tio. Continuo sem entender e pergunto o que houve. “Eu não aceito o modo pecaminoso com que você vive com esta menina”, revela ele. Minha reação é ficar olhando, pasmo para ele, que se converteu evangélico após durante anos beber, fumar, cheirar, trair a esposa, abandonar os filhos. Minha resposta: “Vai tomar no teu cu”, digo, perdendo a compostura, me virando e desde então, nunca mais ter trocado um bom dia com aquele hipócrita.
Guaibadas é uma homenagem a Porto Alegre e o rio/lago que o circunda, cidade em que se passa a maioria das histórias que vou contar aqui. Histórias que aconteceram comigo, com amigos e amigas, com conhecidos e desconhecidos. Alguns causos são hilários, outros apenas divertidos, muitos são tristes, outros não tem nada de especial, mas mesmo assim devem ganhar a luz do dia. Enfim, um olhar sobre o porto-alegrense e suas loucuras.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
O fanático
Nunca me dei bem com fanáticos religiosos. Aliás, com qualquer tipo de fanático. Há alguns anos, na comemoração de um Ano Novo, dividindo o teto e os lençóis, ou seja, morando junto com uma namorada, apaixonadíssimo, comprei presentes para todos os familiares meus e dela. Bem, chego num tio de que gostava muito, um dos preferidos entre os nove irmãos de minha mãe, e entrego o presente dele. “Não quero”, diz ele. “Mas tio, pega, não me custou nada”, preocupado com o fato de repente ele estar achando eu ter gastado muito, já que naquele momento tinha outras prioridades. Ledo engano. “Pega tuas coisas e sai daqui”, fala meu tio. Continuo sem entender e pergunto o que houve. “Eu não aceito o modo pecaminoso com que você vive com esta menina”, revela ele. Minha reação é ficar olhando, pasmo para ele, que se converteu evangélico após durante anos beber, fumar, cheirar, trair a esposa, abandonar os filhos. Minha resposta: “Vai tomar no teu cu”, digo, perdendo a compostura, me virando e desde então, nunca mais ter trocado um bom dia com aquele hipócrita.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
A TIA CAROLA
Eu tinha uma tia, católica das mais carolas...pois estava saindo de casa em um domingo pela manhã e dei de cara com ela na calçada em frent...
-
O grande assunto sem importância da semana é a Playboy com o ensaio da atriz Nanda Costa, que decidiu não depilar a bacurinha para posar. A...
-
Venho pela Rua da Praia, me encaminhando para o Correio do Povo, quando ouço alguém me chamar. “Izidro, ô Izidro”. Paro e fico tentando i...
-
Eu tinha uma tia, católica das mais carolas...pois estava saindo de casa em um domingo pela manhã e dei de cara com ela na calçada em frent...
Nenhum comentário:
Postar um comentário