As pessoas ficam me perguntando o que fui fazer no Paraná nas férias? Ora, descobri uma praia tranquila, praticamente vazia, barata por ser baixa temporada, e bonita. E sem querer contato com gaúchos. Bah, a gente vai pra Santa Catarina, e só dá gaúcho, vai pra Sampa, pro Rio, pro Nordeste, pra Buenos Aires, e a gauchada pulula pelas ruas, pelos cantos...aí estou lá em Guaratuba, águas azuis, passeando, ouvindo meus rocks, e vestindo minha camisa do Grêmio, quando vem vindo uns três carinhas, todos gordinhos, e um deles me chama: “Aí cara, tu viu o jogo do Tricolor ontem?” (o Grêmio tinha jogado com o Huachipato no Chile). Dou um tempo na minha caminhada, reconheço nosso sotaque inconfundível, que parece se acentuar mais ainda quando estamos longe, olho para ele, e pergunto: “Bah, tu é gaúcho, né?”. “Sou”. “Bah, véio, na boa, me desculpa, então, mas não vou falar contigo”. No segundo seguinte, reconheço ter sido grosso com o gordinho, porém ele se antecipa. “Puxa, véio, te entendo, o que a gente menos quer é ficar encontrando gaúchos e conversando com eles, ainda mais numa praia como essa”, afirma o gordinho. A gente aperta as mãos e pegamos caminhos diferentes, para não se cruzar mais naquele vasto litoral.
Guaibadas é uma homenagem a Porto Alegre e o rio/lago que o circunda, cidade em que se passa a maioria das histórias que vou contar aqui. Histórias que aconteceram comigo, com amigos e amigas, com conhecidos e desconhecidos. Alguns causos são hilários, outros apenas divertidos, muitos são tristes, outros não tem nada de especial, mas mesmo assim devem ganhar a luz do dia. Enfim, um olhar sobre o porto-alegrense e suas loucuras.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
"Gaúcho é praga"
As pessoas ficam me perguntando o que fui fazer no Paraná nas férias? Ora, descobri uma praia tranquila, praticamente vazia, barata por ser baixa temporada, e bonita. E sem querer contato com gaúchos. Bah, a gente vai pra Santa Catarina, e só dá gaúcho, vai pra Sampa, pro Rio, pro Nordeste, pra Buenos Aires, e a gauchada pulula pelas ruas, pelos cantos...aí estou lá em Guaratuba, águas azuis, passeando, ouvindo meus rocks, e vestindo minha camisa do Grêmio, quando vem vindo uns três carinhas, todos gordinhos, e um deles me chama: “Aí cara, tu viu o jogo do Tricolor ontem?” (o Grêmio tinha jogado com o Huachipato no Chile). Dou um tempo na minha caminhada, reconheço nosso sotaque inconfundível, que parece se acentuar mais ainda quando estamos longe, olho para ele, e pergunto: “Bah, tu é gaúcho, né?”. “Sou”. “Bah, véio, na boa, me desculpa, então, mas não vou falar contigo”. No segundo seguinte, reconheço ter sido grosso com o gordinho, porém ele se antecipa. “Puxa, véio, te entendo, o que a gente menos quer é ficar encontrando gaúchos e conversando com eles, ainda mais numa praia como essa”, afirma o gordinho. A gente aperta as mãos e pegamos caminhos diferentes, para não se cruzar mais naquele vasto litoral.
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A TIA CAROLA
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