O frio chegou a Porto Alegre, e eu e a Simone Rocha caminhamos pela Rua da Praia. Estou usando apenas uma camisa preta do Iron Maiden e ela reclama que deveria ter colocado mais uma blusa, apesar de estar de jaqueta. “Chico, tá frio”, reclama. “Guria, para de frescura”, digo. “Vou congelar”, continua ela. “É que tu não está mais acostumada com o frio daqui, depois de passar anos em Vitória”,analiso. A Simone continua gemendo, e na nossa direção se dirige uma guria toda encasacada, manta, boina, se apertando toda. Parece estar morrendo. “Que frescura, olha aquela mulher ali, que coisa mais fresca, com aquele monte de roupa. Imagina quando chegar o inverno mesmo”, aponto. Damos mais dois passos e vejo quem é a guria, e começo a rir. Bah, eu estava corneteando a Sirlei Pastore, toda elegante, como estivesse em Paris. “Sissi, me desculpe”, peço. A baixinha não entende, e a Simone me entrega. E levo uma bolsada da Sissi.
Guaibadas é uma homenagem a Porto Alegre e o rio/lago que o circunda, cidade em que se passa a maioria das histórias que vou contar aqui. Histórias que aconteceram comigo, com amigos e amigas, com conhecidos e desconhecidos. Alguns causos são hilários, outros apenas divertidos, muitos são tristes, outros não tem nada de especial, mas mesmo assim devem ganhar a luz do dia. Enfim, um olhar sobre o porto-alegrense e suas loucuras.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
“O frio”
O frio chegou a Porto Alegre, e eu e a Simone Rocha caminhamos pela Rua da Praia. Estou usando apenas uma camisa preta do Iron Maiden e ela reclama que deveria ter colocado mais uma blusa, apesar de estar de jaqueta. “Chico, tá frio”, reclama. “Guria, para de frescura”, digo. “Vou congelar”, continua ela. “É que tu não está mais acostumada com o frio daqui, depois de passar anos em Vitória”,analiso. A Simone continua gemendo, e na nossa direção se dirige uma guria toda encasacada, manta, boina, se apertando toda. Parece estar morrendo. “Que frescura, olha aquela mulher ali, que coisa mais fresca, com aquele monte de roupa. Imagina quando chegar o inverno mesmo”, aponto. Damos mais dois passos e vejo quem é a guria, e começo a rir. Bah, eu estava corneteando a Sirlei Pastore, toda elegante, como estivesse em Paris. “Sissi, me desculpe”, peço. A baixinha não entende, e a Simone me entrega. E levo uma bolsada da Sissi.
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